Ciclo super de NAND impulsionado pela IA! Após disparar 629% em 2024, as ações da SanDisk (SNDK.US) ainda têm preço-alvo de US$ 2.250 pelo JP Morgan
O analista do JPMorgan, Harlan Sur, retomou recentemente a cobertura da SanDisk, atribuindo uma classificação de "overweight" e um preço-alvo de 2.250 dólares. Esse preço-alvo representa um potencial de valorização de quase 26% em relação ao preço de fechamento da ação na segunda-feira, que foi de 1.786,85 dólares.
De acordo com o app de notícias financeiras Zhihu Tong (智通财经APP), o analista do JPMorgan, Harlan Sur, retomou recentemente a cobertura da SanDisk (SNDK.US), atribuindo recomendação de "overweight" (aumentar posição) e preço-alvo de US$ 2.250 por ação, representando um potencial de valorização de quase 26% em relação ao preço de fechamento de segunda-feira, de US$ 1.786,85.
Os dados mostram que Sur ocupa a 17ª posição entre 12.474 analistas de Wall Street monitorados pela TipRanks, com uma taxa de sucesso de 72% e classificação cinco estrelas. Quando um analista com desempenho tão destacado estabelece o preço-alvo de US$ 2.250 para uma ação, isso certamente merece atenção dos investidores.
Segundo estatísticas, o preço das ações da SanDisk acumula alta de 628,74% no ano, sendo o componente do S&P 500 com melhor desempenho, com avanço mais que o dobro do segundo colocado, Dell Technologies (DELL.US). Nos últimos doze meses, a SanDisk valorizou 3.415,66% e, nos últimos três anos, a alta chega a 4.580,86%.
Sur retomou a cobertura após o Investor Day da SanDisk, realizado em 13 de agosto, refletindo principalmente três vertentes específicas.
Primeiramente, isso reforça a posição da SanDisk como um dos cinco maiores fornecedores globais de memória flash NAND, em um mercado de NAND vivenciando uma expansão estrutural da demanda impulsionada por aplicações de inferência de IA. Segundo informações do Investor Day, estima-se que o TAM (mercado total endereçável) para memória flash em data centers corporativos alcance 1,2 zettabytes até 2030, impulsionado principalmente pelo crescimento de cargas de trabalho de IA e pela maior necessidade de armazenamento em cache KV.
Em segundo lugar, a estrutura do "Novo Modelo de Negócio" (New Business Model, NBM) da SanDisk está reduzindo a ciclicidade dos negócios. Atualmente, acordos sob o NBM abrangem oito grandes clientes, incluindo compromissos de compra e garantias financeiras mínimas. Esses contratos representam cerca de 50% do volume de bits embarcados pela SanDisk no ano fiscal de 2027, e aproximadamente dois terços no ano fiscal de 2028. Para uma empresa com receitas historicamente bastante cíclicas, assegurar via acordos plurianuais cerca de dois terços da produção futura pode transformar radicalmente a qualidade dos lucros.
Em terceiro lugar, o roadmap tecnológico da SanDisk inclui a apresentação dos novos nós BiCS9 e BiCS10 QLC durante o Investor Day. Comparado ao BiCS8, o BiCS10 oferece densidade de bits 60% maior. A tecnologia High Bandwidth Flash, voltada para aplicações de inferência de IA, vem recebendo apoio crescente de todo o ecossistema. A empresa não está apenas se beneficiando do atual ambiente positivo de preços de NAND, mas também construindo as próximas vantagens competitivas em densidade de armazenamento, ampliando ainda mais seu fosso competitivo.
Resultados do quarto trimestre e quadro financeiro de longo prazo sustentam preço-alvo de US$ 2.250
O preço-alvo de US$ 2.250 definido por Sur não é infundado. Os resultados do quarto trimestre do exercício de 2026, divulgados pela SanDisk em 5 de agosto, servem de base financeira para cada estimativa do JPMorgan.
Segundo o relatório financeiro, a receita da SanDisk no quarto trimestre alcançou US$ 8,97 bilhões, um crescimento de 51% em relação ao trimestre anterior e de 372% na comparação anual. A margem bruta foi de 84,6%, aumento de 6,2 pontos percentuais no trimestre. O lucro operacional GAAP chegou a US$ 7,04 bilhões. O lucro líquido GAAP foi de US$ 6,9 bilhões, com lucro diluído por ação de US$ 43,97. Em todo o ano fiscal de 2026, a receita totalizou US$ 20,25 bilhões, alta de 175% ano a ano; o lucro diluído por ação GAAP foi de US$ 73,76.
A divisão de data centers tornou-se o principal motor de crescimento. O CEO da SanDisk, David Goeckeler, afirmou: “Encerramos o exercício de 2026 com um portfólio líder em tecnologia, consolidamos os data centers como pilar fundamental de crescimento e aprofundamos ainda mais as parcerias com os clientes”.
A receita com data centers no quarto trimestre atingiu US$ 2,98 bilhões, um crescimento de 103% em relação ao terceiro trimestre. Em todo o ano fiscal de 2026, a receita dessa divisão foi de US$ 5,15 bilhões, alta de 437% sobre os US$ 960 milhões de 2025.
No crescimento trimestral da receita, cerca de dois terços vieram do aumento de preços e um terço de maiores volumes. Essa proporção reflete com precisão o ambiente atual de oferta e demanda: o apetite dos clientes pelos produtos é tão forte que estão dispostos a aceitar preços mais altos sem reduzir drasticamente as compras.
Para o primeiro trimestre do exercício de 2027, a SanDisk projeta receitas entre US$ 10,3 e US$ 10,8 bilhões, margem bruta não-GAAP entre 83,0% e 85,0% e lucro diluído não-GAAP por ação entre US$ 44,00 e US$ 46,00. Se esses números se confirmarem, a receita de apenas um trimestre superará a receita anual completa da SanDisk em 2025.
Além disso, a estrutura financeira de longo prazo apresentada durante o Investor Day foi outra razão para Sur manter a recomendação, mesmo após a forte alta das ações. Conforme revelado, entre os anos fiscais de 2028 a 2030, espera-se que a receita da SanDisk cresça a taxas percentuais de um dígito médio a alto, com margem bruta ajustada em torno de 80%, margem operacional ajustada de aproximadamente 75% e margem de fluxo de caixa livre ajustada de cerca de 50%. A empresa prometeu devolver 100% do caixa excedente aos acionistas, contando ainda com autorização remanescente de recompra de ações de US$ 15,5 bilhões, o que cria um forte mecanismo de valorização composta para os acionistas pacientes.
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