Goldman Sachs (GS.US), Morgan Stanley (MS.US) e outros grandes bancos de Wall Street pressionam escritórios de advocacia a reduzirem custos para compartilhar os benefícios de eficiência da IA
Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup informaram aos escritórios de advocacia que, devido à tecnologia de inteligência artificial (IA) ter tornado os trabalhos rotineiros mais eficientes, as taxas cobradas por esses escritórios também deveriam ser reduzidas.
De acordo com o que noticiou o Jinse Finance APP, Goldman Sachs (GS.US), Morgan Stanley (MS.US) e Citigroup (C.US) informaram aos escritórios de advocacia que, devido à eficiência trazida pela tecnologia de inteligência artificial (IA) nas tarefas rotineiras, as taxas cobradas pelos escritórios também deveriam diminuir.
Segundo relatos, Goldman Sachs já questionou escritórios de advocacia sobre quanto a IA lhes permitiu economizar em custos, esperando compartilhar os benefícios resultantes desse ganho de eficiência. Eric Grossman, consultor jurídico-chefe do Morgan Stanley, afirmou que o atual modelo de remuneração dos escritórios de advocacia é “extremamente instável”.
Adam Meshel, chefe global de assuntos jurídicos do Citigroup, declarou à imprensa que, se os advogados, com o auxílio da IA, conseguirem concluir um caso em menos tempo, a expectativa do Citigroup é que “o custo por transação caia significativamente”. O Citigroup já começou a exigir que os escritórios concorram em licitações, especificando o quanto conseguiram economizar com o uso de IA. Adam Meshel afirmou que, com essa abordagem, “um modelo de trabalho diferente” pode ser estabelecido em até um ano.
Vale ressaltar que, além dos escritórios de advocacia, profissionais de serviços especializados como consultorias e auditorias, que também vêm sendo impactados pela IA, estão sob pressão para repassar essas economias de custos aos clientes. Conforme relatado anteriormente, consultorias de gestão de topo, como a McKinsey, enfrentam uma transformação no modelo de cobrança impulsionada pela IA. Os clientes têm exigido cada vez mais que os honorários sejam vinculados a resultados mensuráveis, como redução de custos, aumento de lucros ou ampliação de participação de mercado, em vez da cobrança baseada em horas trabalhadas pelos consultores. O pano de fundo dessa transformação é justamente a ampla adoção da IA. Os próprios consultores têm recorrido largamente à IA para análise de dados e diagnósticos, enfraquecendo a importância das “horas faturáveis” como referência para a precificação.
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