Caso de divórcio bilionário de 944 bilhões de won é decidido! Venda de ativos em dinheiro evita crise de divisão, alerta da SK hynix (SKHY.US) é descartado
O tribunal decidiu finalmente que o chefe da SK, Choi Tae-won, deve pagar 944 bilhões de won em divisão de bens em dinheiro para a ex-esposa.
O aplicativo de notícias financeiras Zhitong Finance observou que o caso de "divórcio do século" entre o presidente do grupo coreano SK, Chey Tae-won, e sua ex-esposa, Roh Soh-yeong (filha do ex-presidente sul-coreano Roh Tae-woo), que já dura quase dez anos, recebeu recentemente uma nova sentença. O tribunal finalmente determinou que Chey Tae-won deveria pagar à ex-esposa uma divisão de bens em dinheiro de 944 bilhões de wones sul-coreanos (cerca de US$ 644 milhões / 4,37 bilhões de yuans).
Essa decisão bilionária rapidamente atraiu a atenção dos mercados financeiros globais ao grupo SK e à sua principal gigante de semicondutores — SK Hynix (SKHY.US). Com a notícia, as ações da SK Hynix na Coreia caíram para 1,788 milhão de wones, em queda de 6,83%. No mesmo dia, o índice KOSPI da Coreia caiu 6%, acionando o mecanismo de sidecar e pausando as vendas, e as perdas intradiárias da SK Hynix chegaram a 7,7%.
No entanto, após o pânico inicial, o mercado em geral espera que a decisão tenha impacto limitado sobre o preço das ações da SK Hynix, e que a liderança da empresa em chips de IA permanece o principal fator para a sua avaliação.
Controle estável: divisão em dinheiro elimina a "crise de separação"
Às 14h do dia 24 de julho, o Tribunal Superior de Seul, Vara de Família 1, decidiu que as ações da SK Inc. pertencentes a Chey Tae-won deveriam ser consideradas patrimônio comum do casal, devendo um terço ser dividido com Roh Soh-yeong. Porém, ao definir a base de avaliação, o tribunal utilizou o preço das ações em 24 de abril de 2024, data do final da segunda instância (cerca de 160 mil won), e não o preço atual acima de 800 mil won, fazendo com que o valor da divisão fosse reduzido de 1,38 trilhão de wones do segundo julgamento para 944 bilhões de wones.
Vale notar que o tribunal excluiu expressamente a contribuição dos "30 bilhões de wones em fundos ilícitos" do ex-presidente Roh Tae-woo para o crescimento da SK, além de exigir o pagamento em dinheiro, e não em ações. A equipe de Chey Tae-won afirmou após a sentença que irá "estudar cuidadosamente a decisão antes de decidir se apela ou não", sinalizando que o litígio, que já dura nove anos, ainda pode chegar à Suprema Corte do país.
Na forma de divisão de bens, o tribunal adotou o método de compensação em dinheiro, ou seja, Chey Tae-won permanece com as ações e cobre a diferença da parte de Roh Soh-yeong em dinheiro. Esta medida visa manter os direitos de gestão da empresa e garantir a estabilidade da estrutura de governança corporativa.
A principal preocupação do mercado de capitais neste caso era a "diluição do controle".
Durante o processo, as partes discutiram acaloradamente se as ações da holding SK Inc. pertencentes a Chey Tae-won deveriam ser divididas diretamente como patrimônio comum. Caso a sentença determinasse a divisão física das ações, a participação de Chey Tae-won na SK Inc. seria severamente reduzida, podendo inclusive abrir caminho para ativistas de mercado entrarem e provocarem turbulência no controle gerencial do grupo SK como um todo.
No entanto, o tribunal deixou claro que o valor da divisão será pago em "dinheiro", o que é bastante positivo para a SK Hynix.
Analisando o histórico, em maio de 2024, quando a segunda instância decidiu pelo valor de 1,38 trilhão de wones, as ações da SK Group e da SK Hynix chegaram a cair 2-3% no dia, mas o sentimento de pânico foi absorvido em poucas semanas. Agora, com o valor reduzido em cerca de 32% em relação à segunda instância e o pagamento sendo em dinheiro, a estrutura acionária da SK não sofrerá mudanças diretas e o risco de perda de controle fica ainda menor.
Em 24 de julho, o KOSPI coreano despencou mais de 4%, SK Hynix caiu mais de 5% e Samsung Electronics perdeu mais de 3,6%. No entanto, o consenso é que a queda acentuada do mercado foi motivada por fatores sistêmicos, com pouca ligação direta à decisão de divórcio. Na verdade, na sessão anterior (23 de julho), o ADR da SK Hynix em Nova York chegou a subir mais de 7% intraday e fechou em alta de 5,79%, mostrando que investidores internacionais já precificaram a sentença.
Penhor e dividendos podem substituir pressão de venda
Embora tenha se evitado a transferência direta de ações, a pressão de pagar 944 bilhões de wones em dinheiro não pode ser ignorada. O mercado está atento a como Chey Tae-won vai levantar esse valor e se isso pode pressionar as ações no mercado secundário.
Pela lógica das operações de capital, Chey Tae-won pode seguir as seguintes alternativas:
Penhor de ações: Chey Tae-won tende a preferir utilizar suas ações da SK Inc. para tomar empréstimos, em vez de vender diretamente no mercado secundário, protegendo assim ao máximo o preço das ações e mantendo o controle.
Incentivo à holding e subsidiária principal para aumentar dividendos: Para amortizar juros e parcelas futuras, é provável que tanto a holding quanto a lucrativa SK Hynix aumentem o pagamento de dividendos. Este movimento, de "levantamento via dividendos", pode até beneficiar investidores de longo prazo em busca de fluxo de caixa estável.
Efeito isolamento evidente: O controle do grupo SK sobre a SK Hynix se dá principalmente via holding SK Inc. Assim, mesmo que haja pequena probabilidade de liquidação de ativos, o impacto recairia sobre a holding, não afetando de forma significativa o papel da SK Hynix no mercado.
Análise: de "pânico de controle" ao "fim do overhang negativo"
Antes mesmo do anúncio do veredito, o mercado de capitais coreano já havia mudado sua visão sobre o caso, passando da fase de "crise de controle" para "eliminação da incerteza".
O líder do instituto empresarial Leaders Index, Park Ju-gun, destacou: "O valor de mercado do grupo SK aumentou bastante com a euforia em IA, então 944 bilhões de wones é pouco provável para impactar seriamente o controle de Chey Tae-won sobre o grupo." Atualmente, a fortuna de Chey Tae-won é de cerca de US$ 5,6 bilhões, tendo dobrado no ano passado devido à valorização das ações da SK Hynix, e o valor da decisão representa apenas 11,5% de seu patrimônio líquido — uma pressão relativamente controlável.
O analista da Hanwha Investment & Securities, Park Se-yeon, comentou anteriormente, ao analisar a possibilidade de um novo julgamento na Suprema Corte, que se o valor fosse reduzido, "a incerteza sobre as ações da SK seria eliminada e políticas de valorização do acionista, como recompra de ações, poderiam avançar"; caso contrário, com decisão mantida em valor alto, "a fim de compensar despesas com juros e garantir liquidez, pode haver reforço na política de dividendos, então ações ordinárias e preferenciais da SK ganhariam destaque no mercado".
O mercado de valores também está atento à forma como Chey Tae-won levantará recursos. Conforme mídia local, ele detém atualmente 17,9% da SK Inc., sendo 59,2% (7,67 milhões de ações) já dadas em garantia, com empréstimos de cerca de 411,5 bilhões de wones. Analistas em geral crêem que Chey Tae-won é mais propenso a expandir o penhor de ações para levantar fundos, do que vender papéis diretamente. Um analista do setor apontou: "Se o penhor de Chey Tae-won aumentar, para evitar pressão de margem adicional ou risco de liquidação forçada, a SK fará esforços máximos para defender o preço das ações, o que pode até agir como fator de sustentação para os papéis."
Risco jurídico em queda marginal
No geral, o impacto da sentença de 944 bilhões de wones sobre as ações da SK Hynix é de "perturbação emocional no curto prazo, absorção neutra no médio prazo e irrelevância para o fundamental no longo". O tombo de hoje na bolsa coreana tem mais relação com ajuste sistêmico do mercado do que com o caso de divórcio, que já foi bem precificado pelos investidores.
O principal fator de avaliação da SK Hynix no médio e longo prazo segue sendo: o avanço da produção do HBM3E e da próxima geração HBM4, os contratos de fornecimento com gigantes de chips de IA como Nvidia, e os resultados trimestrais a serem publicados em 29 de julho. Em meio à corrida mundial pelo poder computacional de IA, a SK Hynix, como líder global em memórias de alta largura de banda (HBM), tem seu posicionamento e potencial de lucros muito além do alcance de decisões financeiras particulares de controladores.
Para os investidores, o desfecho desse "divórcio do século" talvez se pareça mais com um roteiro já ensaiado várias vezes — muito barulho para pouca chuva.
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