O aumento no preço da gasolina impulsiona as vendas no varejo nominal, mas o volume vendido cresce apenas marginalmente; a resiliência do consumo no Canadá sustenta a recuperação econômica, com impulso de crescimento ainda presente no segundo trimestre, embora desafios significativos estejam previstos para o segundo semestre.
⑴ As vendas no varejo do Canadá em maio aumentaram 1,0% em relação ao mês anterior, alcançando 73,71 bilhões de dólares canadenses, registrando alta pelo quinto mês consecutivo e em linha com as expectativas do mercado. Excluindo automóveis e combustíveis, as vendas no varejo do núcleo subiram 0,9%, recuperando a queda de 0,7% dessa categoria em abril.⑵ As vendas no varejo medidas pelo volume aumentaram apenas 0,3%. Os economistas prestam mais atenção a esse indicador para avaliar a atividade econômica real. A divergência entre o crescimento nominal e o de volume ressalta o efeito distorcido do aumento dos preços de energia nas estatísticas — postos de combustível e fornecedores de combustíveis registraram alta nominal de 3,1%, mas as vendas em volume caíram 2,7%.⑶ Todos os nove segmentos de varejo acompanhados pelo departamento de estatísticas apresentaram aumento nominal em maio, sendo que equipamentos esportivos e setor de artigos diversos subiram 1,8% no mês, constituindo outra contribuição relevante ao total. A estimativa preliminar para junho indica aumento total de vendas de 0,4%, um ritmo mais lento que em maio.⑷ O consumo das famílias está se tornando uma força inesperada de crescimento na economia canadense. O banco central prevê que o consumo será o principal motor de crescimento em 2026, compensando a fraqueza em habitação, investimento empresarial e comércio líquido. As vendas no varejo já se recuperaram 5,2% em relação ao ponto mais baixo de setembro do ano passado e cresceram quase 3% desde o início de 2024.⑸ Segundo economistas do BMO Capital Markets, mesmo desconsiderando o impacto do aumento dos combustíveis, os dados de maio continuam sólidos, e o valor preliminar de junho também traz impulso positivo. A economia está ganhando força no segundo trimestre, mas enfrenta múltiplos desafios no segundo semestre, como ameaças tarifárias, eventos climáticos extremos e choques nos preços de energia. Se a resiliência do consumo será mantida, ainda é algo a ser observado.
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