Conflito no Oriente Médio impulsiona preços do petróleo! Atividades de refino e negociação ajudam TotalEnergies (TTE.US) a ter lucro líquido no segundo trimestre com alta de 68%
A gigante francesa de energia Total afirmou que, devido à guerra no Oriente Médio impulsionar o aumento dos preços do petróleo bruto e dos produtos refinados, o que compensou a queda nos lucros do setor de gás natural, o lucro da empresa teve um aumento significativo no segundo trimestre.
Segundo o aplicativo de notícias financeiras Zhihui Caijing, a gigante francesa de energia Total (TTE.US) anunciou que teve um aumento significativo no lucro do segundo trimestre, devido à alta nos preços do petróleo bruto e de produtos refinados impulsionada pela guerra no Oriente Médio, o que compensou a queda nos lucros do segmento de gás natural. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Total informou que o lucro líquido ajustado do segundo trimestre aumentou 68% na comparação anual, atingindo US$ 6,03 bilhões. Este desempenho ficou basicamente em linha com as expectativas dos analistas. Após a Total ter alertado na semana passada sobre o resultado significativamente abaixo do esperado no segmento de gás natural integrado, o mercado já havia reduzido suas previsões de lucro para a companhia.
As restrições ao transporte pelo Estreito de Ormuz e o conflito contínuo entre Rússia e Ucrânia estão apertando a oferta de combustíveis, resultando em forte elevação das margens de refino e impulsionando os lucros das grandes empresas globais de energia. Além disso, assim como seus concorrentes Shell (SHEL.US) e BP (BP.US), a Total possui um robusto setor de trading de energia, que ajuda a empresa a manter suas operações e aproveitar oportunidades durante períodos de grande volatilidade no mercado.
Patrick Pouyanné, CEO da Total, afirmou em comunicado: “Em um ambiente em que o conflito no Oriente Médio mantém os preços de energia em alta, a Total está aproveitando seu modelo de negócios integrado e a vantagem de um portfólio de ativos diversificado.”
No segmento upstream, a produção de petróleo e gás da empresa aumentou mais de 4% na comparação anual, atingindo o equivalente a 2,395 milhões de barris por dia. Novos projetos no Brasil, Estados Unidos e Líbia compensaram os impactos negativos causados por interrupções no fornecimento devido ao conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, as atividades de refino, petroquímica e trading energético também impulsionaram o fluxo de caixa e os lucros operacionais da empresa. Os dados mostram que o fluxo de caixa operacional cresceu 14% em relação ao trimestre anterior, atingindo US$ 9,8 bilhões no segundo trimestre.
A empresa segue avançando em projetos estratégicos nos segmentos de gás natural liquefeito (LNG), energia elétrica flexível e energias renováveis, incluindo o início do projeto ECA LNG no México, novos contratos de fornecimento LNG de longo prazo na Ásia, o projeto eólico Mirrny no Cazaquistão e um projeto de investimento em energia solar nas Filipinas.
A Total irá pagar aos acionistas um dividendo intermediário referente ao segundo trimestre no valor de 0,90 euro (cerca de US$ 1,03) por ação, representando um aumento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia também planeja recomprar até US$ 1,5 bilhão em ações no terceiro trimestre, mantendo o mesmo volume dos três trimestres anteriores. Em fevereiro deste ano, a Total havia anunciado que, com o preço do petróleo mantendo-se entre US$ 60 e US$ 70 por barril, planejava recomprar entre US$ 3 bilhões e US$ 6 bilhões em ações ao longo de 2024.
Apesar de o preço do petróleo ter subido acima desse patamar desde então, a empresa voltou a enfatizar que utilizará prioritariamente o lucro adicional para reduzir a dívida corporativa. Ao final do segundo trimestre, a relação dívida líquida sobre patrimônio líquido da Total (excluindo passivos de arrendamento) caiu para 13,1%, abaixo dos 15,5% registrados no final de março.
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