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Perspectiva dos balanços da Intel e AMD: sinais iniciais de recuperação nos data centers, mas o mercado de PCs ainda apresenta incertezas

Perspectiva dos balanços da Intel e AMD: sinais iniciais de recuperação nos data centers, mas o mercado de PCs ainda apresenta incertezas

华尔街见闻华尔街见闻2026/07/21 13:23
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Por:华尔街见闻

A forte recuperação da demanda por CPUs de servidores está fornecendo suporte crucial para Intel e AMD, mas a contínua fraqueza do mercado de PCs representa um risco de queda considerável. Os relatórios trimestrais das duas empresas, que serão divulgados em breve, serão testados pelo mercado dentro desse cenário de divergências.

De acordo com informações da TradingDesk, segundo um relatório prospectivo publicado pela Bernstein Research em 21 de julho, o analista Stacy A. Rasgon manteve a classificação "Market Perform" para Intel, com preço-alvo de US$ 100, e rating “Outperform” para AMD, com preço-alvo de US$ 600.

O relatório destaca que o forte desempenho nos negócios de data centers deve compensar parcialmente a pressão no segmento de clientes, mas as projeções anuais de ambas as empresas ficam abaixo do consenso de mercado, com as principais divergências concentradas nas premissas de demanda por PCs.

O preço das ações da Intel acumulou alta de 163% no ano até o momento, superando amplamente o mercado e o índice de semicondutores da Filadélfia; no mesmo período, AMD subiu 135%, mas ambas já recuaram consideravelmente desde as máximas recentes.

A Bernstein acredita que a recuperação cíclica na demanda por CPUs de servidores, somada ao aumento da demanda trazido pela AI agentic, é o principal motor por trás da valorização das ações de ambas as empresas; já a pressão nos preços de memória para o mercado de PCs constitui, atualmente, o maior fator de incerteza.

Intel: Narrativa do segmento de servidores anima o mercado, PC e foundry seguem como variáveis

A Intel divulgará os resultados do segundo trimestre de 2026 em 23 de julho (quinta-feira), às 17h no horário da Costa Leste dos EUA.

A Bernstein projeta receita de US$ 14,3 bilhões para a Intel no segundo trimestre e lucro por ação não-GAAP de US$ 0,20, levemente abaixo do consenso da Bloomberg de US$ 14,4 bilhões e US$ 0,21. A previsão anual para 2026 é de US$ 57,6 bilhões/US$ 1,07 por ação, inferior ao consenso de US$ 58,6 bilhões/US$ 1,11; para 2027, a estimativa é de US$ 63,3 bilhões/US$ 1,50 por ação, também abaixo do consenso de US$ 66 bilhões/US$ 1,57 por ação.

O relatório aponta que a Intel atualmente se beneficia de uma demanda extremamente forte por servidores — resultado não só da recomposição cíclica após anos de demanda reprimida na pandemia, mas também do rápido aumento provocado pela AI agentic. Vale destacar que, mesmo com competitividade relativamente fraca dos atuais produtos para servidores, a Intel conseguiu vender estoques anteriormente considerados obsoletos, pois os clientes estão dispostos a adquirir qualquer produto disponível. Ao mesmo tempo, os debates sobre o negócio de foundry da Intel (IFS) têm ganhado força no mercado, incluindo rumores de parcerias potenciais com Apple e negócios em AI packaging, sendo este último visto como especialmente promissor.

No entanto, o cenário para o segmento de PCs continua preocupante.

Dados da IDC e Gartner mostram que, no segundo trimestre de 2026, o volume global de embarques de PCs caiu 5% e 4% respectivamente em relação ao ano anterior, desacelerando acentuadamente em relação ao crescimento de um dígito médio do primeiro trimestre e praticamente estáveis no comparativo trimestral (IDC: +0,4%, Gartner: -0,9%), consistentes com padrões sazonais pré-pandemia, porém mais fracos que nos últimos anos. Os embarques de notebooks ODM de Taiwan caíram 4% ano a ano em abril e 12% em maio, e espera-se que a dinâmica do mercado de memória pressione ainda mais a demanda de PCs no segundo semestre.

A Bernstein indica que o desempenho sólido nos negócios de servidores e o fortalecimento da narrativa do foundry podem formar um contraponto positivo, mas isso pode vir acompanhado de aumento nos gastos de capital, pressionando o fluxo de caixa livre e margens. O relatório afirma que os analistas estão "mais otimistas sobre a Intel do que em qualquer outro momento recente", mas os fundamentos (tendência de ganho de market share, perspectivas para PCs etc.) ainda são desafiadores.

AMD: Potencial da AI GPU subestimado, projeção para 2027 pode ser conservadora

A AMD divulgará seus resultados do segundo trimestre em 4 de agosto (terça-feira) e organizará o evento “Advancing AI 2026” em San Francisco entre 22 e 23 de julho, com o discurso de abertura da CEO Dr. Lisa Su às 9h30 do Pacífico no dia 23.

A Bernstein prevê receita de US$ 11,2 bilhões e lucro por ação não-GAAP de US$ 1,60 para a AMD no segundo trimestre, abaixo do consenso de US$ 11,3 bilhões e US$ 1,62. Para o terceiro trimestre, a projeção é de US$ 11,7 bilhões/US$ 1,65, bem inferior ao consenso de US$ 12,4 bilhões/US$ 1,84, principalmente devido à hipótese mais fraca para PCs e pelo volume da MI450 GPU estar modelado principalmente para o quarto trimestre. A previsão anual para 2026 é de US$ 47,9 bilhões/US$ 6,98, abaixo do consenso de US$ 50 bilhões/US$ 7,30.

No entanto, a previsão da Bernstein para a AMD em 2027 supera o consenso de mercado: receita estimada de US$ 82,2 bilhões/US$ 14,61 por ação, frente ao consenso de US$ 77,7 bilhões/US$ 13,35. O relatório considera que o consenso da Bloomberg para a receita da AMD com AI GPUs em 2027 (aprox. US$ 33,5 bilhões) está significativamente subestimado, enquanto a Bernstein projeta cerca de US$ 43 bilhões, assumindo que clientes como OpenAI e Meta estejam operacionalizando remessas em escala até lá.

O documento destaca que a AMD se beneficia ainda mais que a Intel no mercado de CPUs para servidores, pois seus produtos têm real competitividade e continuam ganhando participação. Em GPUs para AI, o cronograma de ramp-up da MI450 (terceiro ou quarto trimestre?) é o principal ponto de atenção no momento. A Bernstein avalia que, avançando simultaneamente em CPUs para servidores e GPUs para AI, a AMD pode atingir sua meta de lucro por ação acima de US$ 20 até 2030 com vários anos de antecedência — a consultoria estima que isso pode ocorrer já em 2028.

O evento “Advancing AI” é visto como catalisador potencial, podendo trazer anúncios de novos clientes, detalhes do roadmap de produtos e atualizações sobre o TAM (Total Addressable Market). O relatório também menciona o recente anúncio de parceria da AMD com a Microsoft e sugere que, apesar da correção nas ações desde as máximas recentes, a Bernstein vê oportunidade de investimento nos atuais níveis.

Mercado de PCs: Pressão na memória representa risco no segundo semestre

A fraqueza do mercado de PCs é um tema comum em ambos os relatórios prospectivos e o principal motivo para as estimativas da Bernstein estarem abaixo do consenso de mercado.

Segundo IDC e Gartner, os embarques de PCs caíram de 4% a 5% ano sobre ano no segundo trimestre, com clara desaceleração em relação ao crescimento médio de dígito único do primeiro trimestre. O envio de notebooks ODM de Taiwan recuou 8% entre abril e maio, sendo abril -34% em relação a março, com recuperação modesta de apenas 2% em maio.

A Bernstein avalia que a dinâmica do mercado de memória pressionará ainda mais os volumes de PCs no segundo semestre, com o status dos estoques nos canais e a normalização das cadeias de CPU sendo pontos-chave nas teleconferências de resultados das duas empresas. Para a Intel, além da fraqueza no segmento de PCs, há ainda a pressão pela perda de participação em CPUs para notebooks; para a AMD, o risco com clientes de PC também é o principal fator que puxa a projeção para 2026 abaixo do consenso.

 

 

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