A melhora no apetite por risco impulsiona o dólar australiano e o dólar neozelandês, enquanto o petróleo continua sendo um risco potencial.
- O dólar australiano e o dólar neozelandês se recuperaram das mínimas recentes nesta quarta-feira, já que investidores têm esperanças de progresso na Guerra do Golfo, expectativa essa que impulsionou uma forte alta nas bolsas e favoreceu o apetite por ativos de risco. O dólar australiano subiu até 0,4% para 0,6929, recuperando-se do menor nível em 10 semanas atingido na noite anterior.
- O movimento de recuperação do dólar neozelandês perdeu força, tendo atingido 0,5759 no início da manhã de quarta-feira, longe da mínima de 10 semanas de 0,5697 registrada na véspera, mas logo recuou para a região de 0,5739. Trump afirmou na terça-feira que os EUA podem encerrar a ofensiva militar contra o Irã em duas ou três semanas e planeja fazer um pronunciamento nacional, aumentando as especulações do mercado sobre uma possível escalada menor do conflito.
- Por outro lado, os preços do petróleo voltaram a subir, pois o mercado teme que os EUA retirem suas tropas antes de garantir a segurança do Estreito de Ormuz, o que na prática colocaria a via mais importante do petróleo mundial sob controle do Irã. Analistas destacam que o conflito deve manter a inflação em nível elevado por um período prolongado, já que algumas instalações de energia sofreram danos permanentes.
- Para a Austrália, isso significa mais aumentos na taxa de juros. O mercado estima em cerca de 65% a probabilidade de novo aumento pelo Reserve Bank of Australia na reunião de maio. O banco central já elevou a taxa para 4,10% em março, e a ata da reunião mostra que o choque energético teve papel importante nas discussões.
- Investidores reduziram as expectativas de aumento antecipado dos juros pelo Reserve Bank of New Zealand. O mercado agora aposta que a autoridade monetária manterá as taxas inalteradas na reunião de 8 de abril, citando incertezas provocadas pela guerra. A probabilidade de aumento em maio caiu de 60% na semana passada para 25%.
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