Trilhões de dólares em instalações antigas estão prestes a ser substituídas! CEO da Palo Alto (PANW.US) faz declaração ousada: IA não é uma catástrofe, mas sim uma grande oportunidade.
O CEO da empresa de segurança cibernética Palo Alto afirmou que a inteligência artificial está forçando grandes empresas a reformarem completamente suas infraestruturas de segurança cibernética obsoletas, avaliadas em cerca de 1 trilhão de dólares, que foram construídas antes da era da IA.
O aplicativo da Jinse Finance informou que o CEO da empresa de segurança cibernética Palo Alto Networks (PANW.US), Nikesh Arora, afirmou nesta terça-feira que a inteligência artificial está obrigando grandes empresas a reformar completamente infraestruturas de segurança cibernética antigas, avaliadas em cerca de 1 trilhão de dólares e construídas antes da era da IA.
Arora declarou no programa: “Qualquer infraestrutura implantada há sete ou dez anos não consegue lidar, nem está preparada, para processar IA na velocidade das máquinas. Você precisa reavaliar a arquitetura da sua rede.”
No relatório financeiro divulgado pela Palo Alto nesta terça-feira, fica claro que essa urgência já está trazendo resultados para o negócio. O desempenho da empresa no quarto trimestre fiscal superou as expectativas e a perspectiva para o novo ano fiscal foi sólida.
Arora prevê que, à medida que a IA permite aos atacantes identificar e explorar vulnerabilidades de forma mais rápida do que nunca, empresas serão forçadas a atualizar proteções que não foram projetadas para ameaças automatizadas. Essa oportunidade de mercado continuará crescendo. “Se você não fizer bem a segurança cibernética, não conseguirá implantar a IA com sucesso”, ressaltou.
“Existe uma dívida de segurança cibernética de cerca de 1 trilhão de dólares no mundo que precisa ser modernizada para enfrentar ameaças automatizadas, que acontecem instantaneamente”, disse Arora na teleconferência de resultados da Palo Alto.
Essa oportunidade marca uma reversão dramática da visão dos investidores, que, no início do ano, temiam que a IA pudesse impactar negativamente a segurança cibernética. Antes, Palo Alto e outras ações de empresas de segurança cibernética sofriam pressões devido ao receio de que modelos de IA cada vez mais potentes pudessem ameaçar softwares tradicionais. Acabou que, ao perceberem que os atacantes também podem usar essa tecnologia como arma, o mercado passou a ver a IA como força motriz do crescimento.
“Nove meses atrás... fomos praticamente condenados à morte, porque naquele momento pensava-se que a IA iria tirar nosso almoço, café da manhã e jantar”, disse Arora. “Agora parece que não é bem assim. Parece que teremos que festejar juntos.”
Arora destacou que o lançamento do modelo Mythos da Anthropic, no início deste ano, foi um ponto de virada. Mythos fez com que as grandes empresas passassem a valorizar ainda mais a segurança cibernética, já que o modelo facilita a exploração de vulnerabilidades de software. Desde 7 de abril, as ações da Palo Alto dispararam 113%. Antes desse marco, o papel estava acumulando perdas até 2026.
“Há oito anos venho tentando convencer os clientes de que eles não estavam prontos, e a Anthropic conseguiu isso apenas com o lançamento do Mythos”, afirmou Arora.
Arora disse que a Palo Alto já negociou com cerca de 2 mil empresas sobre o seu ‘Frontier AI Critical Defense Program’, que utiliza modelos avançados de IA para testar defesas, identificar vulnerabilidades e ajudar a modernizar a infraestrutura de segurança dos clientes. A iniciativa foi lançada oficialmente em agosto.
Apesar de Arora alertar que esses investimentos não serão realizados de uma só vez, ele afirmou que a IA ampliou fundamentalmente a escala e a duração das oportunidades de mercado no setor de segurança cibernética.
“Nem tudo acontecerá no próximo trimestre”, declarou Arora, “mas posso afirmar que isso mudou a taxa de crescimento de longo prazo e a duração da segurança cibernética, não apenas para a Palo Alto, mas para todo o setor.”
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