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Um grupo de bancos planeja lançar um livro-razão blockchain permissionado em todo o país para competir com stablecoins.
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A rede seria governada pelos bancos, estando em conformidade, segura, rápida e operando 24 horas por dia, 7 dias por semana.
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Este é um movimento estratégico, com os bancos tentando atrair clientes atentos à regulação enquanto a Lei CLARITY está parada.
39 associações bancárias nos Estados Unidos formaram em conjunto a “BankChain Alliance” para conter seus receios de fuga de clientes e capitais para stablecoins baseadas em blockchain.
Bancos competem com stablecoins por meio de banking on-chain
Iniciada pela Texas Banking Association, o consórcio representa milhares de bancos comunitários e comerciais de médio porte que pretendem desenvolver até 2027 uma blockchain permissionada, governada por bancos, em escala nacional, funcionando 24/7.
A rede seria caracterizada por segurança e conformidade, assim como um sistema bancário tradicional. A diferença é que o novo modo de operação permitiria aos bancos realizar a liquidação quase instantânea de ativos digitais. Isso, segundo previsões, será bastante atrativo para o setor fintech, que atualmente prefere blockchains em vez de infraestrutura legada.
Recursos adicionais
A blockchain irá oferecer depósitos tokenizados para que os clientes convertam depósitos bancários convencionais em tokens digitais num livro-razão compartilhado. Isso desbloqueia liquidez instantânea e transações, eliminando a necessidade de sacar fundos do banco.
Em segundo lugar, os bancos planejam emitir stablecoins nativas, em conformidade com as regras do FDIC e totalmente lastreadas. Isso dará aos clientes uma alternativa regulada às stablecoins privadas como USDT e USDC.
Em terceiro lugar, a nova rede deve incorporar smart contracts para liquidações automáticas após o cumprimento de condições pré-definidas. As aplicações incluem liberações de escrow e gestão financeira de cadeias de suprimento.
O grupo está, neste momento, à procura de um parceiro tecnológico para construir a rede com todos os recursos mencionados.
Interação com a Lei CLARITY
A notícia surge em meio a um intenso e importante impasse político em Washington em torno da Lei CLARITY. Os bancos agora parecem aproveitar o adiamento da legislação para oferecer às empresas um sistema blockchain em conformidade.
A escolha de Kathy Kraninger como presidente interina do consórcio é especialmente relevante. Isso porque ela foi Diretora do Consumer Financial Protection Bureau (CFPB). Sob sua liderança, a BankChain Alliance pretende desenvolver uma infraestrutura sempre em conformidade com o ambiente regulatório em constante evolução.
Os próximos eventos importantes sobre o tema incluem a reação dos clientes bancários à notícia e a votação da Clarity Act no próximo mês.



