Clientes da BlackRock vendem US$ 60 milhões de IBIT e compram mais de US$ 20 milhões de ETHA em uma rotação significativa
Os clientes institucionais da BlackRock venderam US$60 milhões em ações do iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT) nesta semana, ao mesmo tempo em que adquiriram mais de US$20 milhões no iShares Ethereum Trust ETF (ETHA).
Os dados, divulgados pela Arkham Intelligence, mostram um movimento de reposicionamento deliberado, e não de venda em pânico.
Os números por trás da rotação
O IBIT atualmente detém entre US$47 bilhões e US$55 bilhões em ativos sob gestão, o que o torna um dos maiores ETFs de Bitcoin do mundo. Um fluxo de saída de US$60 milhões nesse contexto representa cerca de 0,1% do fundo.
Esse capital não foi convertido em dinheiro nem alocado em títulos de dívida. Pelo menos US$20 milhões foram direcionados para o ETHA, o ETF de Ethereum à vista da BlackRock. O efeito líquido ainda é negativo para os ETFs de cripto no geral, com aproximadamente US$40 milhões a mais saindo do que entrando.
Divergência de performance conta uma história
O IBIT, lançado em janeiro de 2024, entregou retornos superiores a 35% desde a sua criação.
O ETHA teve uma trajetória mais difícil. O fundo focado em Ethereum começou a ser negociado em meados de 2024 e já caiu aproximadamente 48% em relação ao preço de estreia. Ele não oferece rendimentos de staking, o que significa que os detentores deixam de aproveitar um dos principais diferenciais de valor do Ethereum.
O que isso significa para os investidores
A base de clientes da BlackRock não é composta por traders de varejo buscando volatilidade nas redes sociais. São fundos de pensão, doações institucionais, family offices e fundos soberanos.
Dito isso, há riscos em tirar conclusões precipitadas a partir de dados de apenas uma semana. Um único fundo soberano reduzindo sua posição poderia explicar todo o fluxo de saída de US$60 milhões. Sem dados detalhados a nível de cliente, é impossível saber se isso reflete um consenso amplo ou decisões concentradas de poucos agentes.
No caso do Ethereum, compras institucionais contínuas por meio de ETFs regulados podem oferecer um suporte de preço relevante em um momento de dificuldades para o ativo. Mas uma semana com US$20 milhões em compras é apenas um ponto isolado, não uma tendência.
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