Imporá tarifa de 50% sobre alguns produtos do Canadá, EUA reinicia guerra comercial!
A Casa Branca anunciou que irá impor uma tarifa adicional de 50% sobre alguns produtos do Canadá, como laticínios, bebidas alcoólicas, roupas e móveis, alegando que o Canadá adotou "medidas discriminatórias" no comércio de automóveis com os EUA. As novas tarifas entrarão em vigor em 19 de agosto. Vale ressaltar que produtos que cumprem o acordo USMCA não foram isentos desta vez. O governador de Ontário, Doug Ford, pediu uma retaliação tarifária. A Câmara de Comércio do Canadá convocou ambos os países a iniciarem negociações nos próximos 30 dias.
Os Estados Unidos mais uma vez aplicam tarifas ao um dos seus parceiros comerciais mais importantes, aumentando repentinamente o risco de atritos no comércio global.
Segundo a Notícia da CCTV, a Casa Branca publicou um anúncio no dia 20 de julho no horário local, declarando que irá impor tarifas ad valorem adicionais de 50% sobre certos produtos canadenses, alegando que o Canadá adotou "medidas discriminatórias" contra os EUA no comércio de automóveis e autopeças. As novas tarifas entrarão em vigor oficialmente às 00h01min de 19 de agosto, horário da costa leste dos EUA, sendo cobradas além das tarifas, impostos e outras taxas já existentes.
Essa medida marca uma nova escalada na ofensiva comercial do governo Trump. O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, e o volume de comércio bilateral entre os dois países atingiu US$ 716 bilhões no ano passado. Após o anúncio, a cotação do dólar canadense caiu imediatamente para o menor valor do dia. A Câmara de Comércio Canadense classificou a ameaça como "uma escalada lamentável" e pediu que os dois países iniciem negociações nos próximos 30 dias.
Abrangência das tarifas e detalhes de início de vigência
De acordo com a lista específica de produtos divulgada pelo governo Trump na noite de segunda-feira, a tarifa de 50% desta vez abrange diversos produtos, incluindo leite e laticínios, bebidas alcoólicas, vestuário e móveis. As novas tarifas entrarão em vigor após 30 dias, sendo isentos produtos como energia, potassa, minerais críticos, peixes, entre outros; itens como aço e alumínio, que já estão sujeitos às tarifas por motivos de segurança nacional dos EUA, também ficam fora desta cobrança adicional.
É importante notar que as mercadorias importadas que atendem às normas do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) de 2020 de Trump não foram isentas desta vez. Isso contrasta com a abordagem anterior, na qual os produtos sob tal acordo eram excluídos das chamadas "tarifas de reciprocidade". Segundo a mídia, essa ausência de isenção significa que uma grande quantidade de produtos canadenses atualmente isentos ao entrar nos EUA enfrentará um forte aumento de impostos.
Segundo relatos, altos funcionários do governo Trump classificaram essa ação tarifária como uma resposta direta às práticas comerciais desleais do Canadá. Eles afirmam que as províncias canadenses pararam de comprar bebidas alcoólicas dos EUA, impuseram tarifas sobre carros americanos e discriminaram queijos americanos.
Um alto funcionário do governo afirmou que, quando Trump iniciou sua política comercial no início do ano passado, "apenas dois países tomaram medidas de retaliação contra os EUA", sendo o Canadá um deles.
Desta vez, as tarifas invocarão como base legal o Artigo 338 da Lei Tarifária de 1930 – um dispositivo nunca antes usado para impor tarifas a parceiros comerciais. Segundo os funcionários, tal lei confere ao presidente o poder de agir quando outros países impõem tratamento discriminatório aos EUA.
Além disso, autoridades americanas enfatizaram que essas tarifas são independentes de outra rodada de medidas tarifárias ameaçadas por Trump na última sexta-feira devido à fumaça dos incêndios florestais no Canadá que entrou nos EUA, e ambos os processos avançam paralelamente.
O lado canadense reagiu rapidamente. O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, declarou na plataforma de mídia social X: "Nunca vou parar de lutar por Ontário", e convocou o Canadá a retaliar "tarifa por tarifa, dólar por dólar". Ford, que anteriormente enfureceu Trump ao veicular propagandas anti-tarifa e depois adotou postura mais branda, voltou a usar tom firme nesta ocasião.
Já a Câmara de Comércio Canadense adotou uma postura relativamente contida, classificando a situação como "uma escalada lamentável" e pedindo que Washington e Ottawa dialoguem no intervalo de 30 dias antes da entrada em vigor das novas tarifas, deixando espaço para uma solução negociada.
Análises apontam que a medida de Trump pode reacender os atritos comerciais globais que vinham diminuindo. No início deste ano, a Suprema Corte dos EUA derrubou as medidas de tarifas de emergência global de Trump, o que havia aliviado as tensões comerciais; mas esta nova rodada de tarifas contra o Canadá reacende as preocupações do mercado sobre uma possível retomada da guerra comercial.
Aviso Legal: o conteúdo deste artigo reflete exclusivamente a opinião do autor e não representa a plataforma. Este artigo não deve servir como referência para a tomada de decisões de investimento.
Talvez também goste
É ainda mais lucrativo que DRAM, será que SanDisk é realmente tão bom assim?

Nvidia investe US$ 1,5 bilhão na SB Energy, garantindo 8GW de poder computacional de IA; OpenAI será o único inquilino
A Nvidia está expandindo sua vantagem competitiva além de GPUs e servidores, alcançando terras, energia e construção de data centers de IA. A empresa está colaborando com a SB Energy para desenvolver um data center de IA em Ohio com capacidade ultraelevada de 8GW, investindo US$ 1,5 bilhão e fornecendo suporte de crédito para financiamento de infraestrutura, tendo a OpenAI como único locatário. Essa movimentação indica que a Nvidia está avançando de fornecedora de chips para organizadora da infraestrutura de IA, garantindo antecipadamente recursos LPS para assegurar a demanda por várias gerações futuras de GPUs.
Meta (META.US) e BlackRock (BLK.US) enfrentam “buraco negro de seguro” em centro de dados de US$ 14 bilhões: cobertura de apenas 3,2%, credores podem enfrentar risco de bilhões de dólares
De acordo com relatos, a Meta e a BlackRock investiram US$ 14 bilhões na construção de um data center no Texas, que está enfrentando riscos de seguro.


